Como Treinar Para o TAF PM SP: Protocolo Completo Para os 4 Exercícios
Escrito por Ligieri — Ex-Sargento PMESP (ingresso 1997, aprovado no TAF) · Advogado OAB/SP · Instrutor de concursos policiais desde 2001 · +25.000 aprovações · Parceria TAF400 com a Sgt. Gi Paulino, especialista em preparação física para concursos policiais.
Treinar para o TAF PM SP sem saber o protocolo exato do edital é um dos erros mais comuns e mais caros que candidatos cometem. Quem treina o abdominal errado — com o joelho a 90°, como no GCM SP — chega no dia da prova e descobre que o TAF PM SP usa o abdominal remador, que tem técnica completamente diferente. Quem treina corrida de 12 minutos fica surpreso com a corrida de 2.400m cronometrada. O exercício errado, treinado por meses, não prepara para o exercício certo.
Este guia apresenta o protocolo completo de como treinar para o TAF PM SP com base no Anexo D do Edital DP-2/321/25 — a técnica exata de execução de cada exercício conforme o edital, os índices ISF que precisam ser atingidos, os erros que anulam repetições e o plano de preparação progressivo para os 4 exercícios.
O TAF PM SP: Estrutura e ISF Completo
Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25 (Soldado PM SP / VUNESP), o TAF é composto de 4 exercícios de condicionamento físico geral, todos de caráter eliminatório com ISF (Índice de Suficiência Física) independente:
| Exercício | ISF Masculino | ISF Feminino |
|---|---|---|
| Barra fixa (M) / Isometria na barra (F) | 3 repetições | 7 segundos |
| Abdominal remador | 36 repetições em 60 segundos | 32 repetições em 60 segundos |
| Corrida 50 metros | até 8″25 | até 9″50 |
| Corrida 2.400 metros | até 13’00” | até 15’00” |
O sistema ISF é eliminatório por exercício: reprovar em qualquer um dos 4 — mesmo passando nos outros 3 — elimina o candidato. Não existe compensação entre exercícios. Isso é diferente do TAF do GCM SP, que usa sistema de pontos com compensação entre os exercícios.
Cada exercício tem direito a um reteste caso o candidato não atinja o ISF mínimo na primeira tentativa. O intervalo entre o teste e o reteste é de no mínimo 5 minutos. O reteste também precisa atingir o ISF mínimo — caso contrário, o candidato está eliminado naquele exercício.
Exercício 1 — Barra Fixa (Masculino): Técnica, Erros e Treino
Protocolo do Edital (Anexo D, item 3.1.1)
Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25, o teste de barra fixa masculino é o teste dinâmico de flexão e extensão de cotovelos. Os critérios exatos do protocolo:
- Posição inicial: suspenso na barra horizontal com as mãos em pronação (costas das mãos voltadas para o candidato), afastamento entre as mãos semelhante à largura dos ombros (distância biacromial), cotovelos completamente estendidos, pés sem contato com o solo
- Execução: flexionar os cotovelos elevando o corpo até que o queixo ultrapasse o nível da barra — sem apoiar o queixo na barra. Em seguida, estender novamente os cotovelos até a posição inicial (cotovelos completamente estendidos)
- O que é contado: movimento completo e correto — queixo acima da barra + retorno à extensão total
- O que anula a repetição: queixo não ultrapassa a barra, cotovelo não retorna à extensão total, movimento de quadril ou pernas como auxílio, oscilação corporal que auxilie a execução
- Sem limite de tempo para completar as 3 repetições — o candidato pode pausar entre repetições, mas não pode soltar a barra
- Avaliador informa “Não contei!” para repetições incorretas ou incompletas
Por Que 3 Repetições É Mais Difícil Do Que Parece
O ISF de 3 repetições parece acessível — mas o protocolo exige forma perfeita em todas elas. Candidatos que treinaram com ginga (kipping pull-up), com amplitude incompleta ou com falsa extensão chegam ao dia da prova e têm repetições anuladas. Um candidato que faz 10 repetições no treino pode ser reprovado no TAF com 2 repetições válidas se o protocolo não estiver correto.
Os dois critérios que mais anulam repetições na prova:
- Queixo não ultrapassa a barra: muitos candidatos chegam com o topo da cabeça na barra — isso não conta. O queixo precisa estar acima do nível da barra
- Extensão incompleta na descida: “meio pull-up” onde o candidato não estende completamente os cotovelos antes de subir novamente não conta como repetição
Protocolo de Treino: Barra Fixa do Zero às 3 Repetições
Para quem não consegue nenhuma repetição (nível zero):
- Remada australiana: com barra baixa ou argolas, corpo inclinado, puxar o peito até a barra. Desenvolve força de puxada nos mesmos músculos da barra fixa (latíssimo, bíceps, romboides). 3-4 séries de 8-12 repetições, 3x/semana
- Flexão de braço negativa: subir pela barra com os pés no chão, depois descer o mais lentamente possível (5 a 8 segundos). Cada descida constrói força excêntrica — essencial para quem está construindo força de puxada do zero. 3-4 séries de 3-5 repetições negativas
- Isometria no ponto de força: segurar o queixo acima da barra pelo maior tempo possível, trabalhando o ponto de menor vantagem mecânica. 3-5 séries de 3-10 segundos
- Elástico assistido: colocar elástico de resistência no pé para descarregar parte do peso corporal. Permite executar o movimento completo enquanto a força ainda está sendo desenvolvida
Para quem consegue 1-2 repetições (nível intermediário):
- Treino de grease the groove: executar 1-2 repetições perfeitas várias vezes ao longo do dia (4-6 séries), em frequência alta (5-6 dias/semana). Baixo volume por sessão, alto volume semanal total. Não ir à fadiga
- Trabalho de volume negativo: descer lentamente de 8-10 segundos por repetição, aumentando resistência no excêntrico
- Treino de força específica: remadas pesadas unilaterais, puxada alta (lat pulldown) com carga progressiva
Para quem consegue 3+ repetições (consolidação): agora é treinar o protocolo exato do edital — 3 repetições com forma perfeita. Execute exatamente como o protocolo descreve, incluindo a extensão total do cotovelo a cada repetição. O que importa no dia da prova não é quantas você consegue fazer, mas quantas o avaliador conta.
Exercício 1 (Feminino) — Isometria na Barra: Técnica e Treino
Protocolo do Edital
Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25, o teste de isometria na barra fixa feminino exige:
- Posição inicial: empunhadura em pronação, afastamento biacromial, queixo acima do nível da barra (pela flexão dos cotovelos e adução dos braços), olhar fixo para o horizonte (Plano de Frankfurt), sem hiperextensão cervical
- Execução: ao sinal de início, o apoio é retirado e o cronômetro acionado. A candidata deve se manter suspensa apenas pela força dos membros superiores pelo tempo mínimo de 7 segundos
- O que anula: uso de quadril ou pernas como auxílio para manutenção da posição
- ISF: 7 segundos (00″07)
Protocolo de Treino: Isometria de 7 Segundos
- Treino progressivo de isometria: começar com séries de 3-4 segundos, aumentar progressivamente. 4-6 séries com descanso de 60-90 segundos entre séries, 3-4x/semana
- Remada australiana: constrói força de puxada funcional. Progredir de pés no chão para pés elevados
- Flexão de bíceps com carga: fortalecer o bíceps especificamente, que é o motor principal na isometria
- Rosca direta e rosca martelo pesadas: bíceps forte é a base da isometria na barra
Exercício 2 — Abdominal Remador: A Técnica Que Define o Resultado
O abdominal remador é o exercício mais técnico do TAF PM SP e o que mais anula repetições por execução incorreta. Muitos candidatos treinam “abdominal” durante meses — mas treinam o abdominal errado para a prova.
Protocolo Exato do Edital (Anexo D, item 3.1.3)
O abdominal remador conforme o Edital DP-2/321/25 tem as seguintes fases obrigatórias:
Posição inicial:
- Decúbito dorsal (deitado de costas)
- Pernas completamente estendidas no prolongamento do corpo
- Mãos tocando o solo acima da cabeça
- Pés tocando o solo
Execução (fase de subida):
- Flexionar o tronco e o quadril simultaneamente com a flexão dos joelhos
- Adotar a posição sentada com cotovelos estendidos à frente do corpo e paralelos ao solo
- Verificar o alinhamento cotovelo-joelho — o edital usa linha pintada no cotovelo e no joelho do candidato para confirmar o alinhamento
Retorno (fase de descida):
- Retornar à posição inicial: mãos tocando o solo acima da cabeça
- Cotovelos flexionados ou estendidos no retorno — ambos são aceitos
- Pés tocando o solo
- A execução acima completa uma repetição válida
Regras críticas:
- Tempo total: 60 segundos para completar as 36 repetições (M) ou 32 (F)
- Repouso entre movimentos é permitido dentro dos 60 segundos
- Pés devem tocar o solo na posição inicial, no momento da flexão do tronco e após a extensão
- Não é permitido: abraçar os joelhos, apoiar-se na parte posterior das pernas, apoiar cotovelos no solo
- A flexão e extensão de quadril, tronco e joelhos devem ocorrer simultaneamente
Os 4 Erros Mais Comuns Que Anulam Repetições
- Pernas não estendidas na posição inicial: candidatos que mantêm joelhos levemente flexionados na posição inicial têm a repetição anulada — a posição precisa ser com pernas completamente estendidas
- Cotovelos não alinhados com os joelhos: o avaliador usa as linhas pintadas para confirmar o alinhamento. Cotovelos abaixo do nível dos joelhos = anulado
- Mãos não tocam o solo acima da cabeça: o retorno incompleto — onde o candidato para antes de tocar as mãos no solo — anula a repetição
- Movimentos não simultâneos: quem faz primeiro o abdominal (tronco) e depois dobra os joelhos está executando incorretamente. Tronco e joelhos devem se mover ao mesmo tempo
Protocolo de Treino: 36 Repetições em 60 Segundos
A média necessária é de 1 repetição a cada 1,67 segundo — um ritmo sustentado que exige tanto técnica quanto resistência muscular abdominal e de quadril.
Semanas 1-2 (adaptação técnica):
- Execute o abdominal remador no protocolo exato do edital em ritmo lento. 3 séries de 10 repetições com pausa de 2 minutos. Foco 100% na técnica — alinhamento, simultaneidade, extensão completa
- Grave-se para checar se o alinhamento cotovelo-joelho está correto
- Fortaleça o quadril com exercícios de agachamento e leg press
Semanas 3-5 (construção de volume):
- Aumente para 4-5 séries de 15-20 repetições com 90 segundos de pausa
- Comece a introduzir o cronômetro: 20 repetições em 40 segundos, depois 25 em 50 segundos
- Fortaleça os flexores de quadril (iliopsoas) com elevações de perna e exercício de mountain climber
Semanas 6-10 (simulação de protocolo):
- Execute o simulado completo: 60 segundos cronometrados com contagem de repetições válidas. 3 séries com 5 minutos de pausa (igual ao intervalo do reteste)
- Registre a evolução semanal. A meta é chegar a 42-45 repetições válidas em 60 segundos — margem confortável acima do ISF de 36
- Inclua treino de core integrado: prancha abdominal, dead bug, bird dog — trabalham o core de forma complementar
Exercício 3 — Corrida de 50 Metros: Como Melhorar Sua Velocidade
Protocolo do Edital
Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25, o candidato deve percorrer os 50 metros no menor tempo possível. O cronômetro registra o tempo total de percurso. O candidato tem direito a um reteste caso não atinja o ISF (8″25 para homens, 9″50 para mulheres) na primeira tentativa.
O exercício avalia a velocidade explosiva de sprint — a capacidade de acelerar e manter velocidade máxima por uma distância curta. É o exercício que menos candidatos reprovam no TAF, mas também é o que alguns candidatos menos treinam.
Os 3 Fatores Que Determinam o Resultado nos 50 Metros
- Saída/Arranque: nos 50 metros, os primeiros 10 metros determinam grande parte do resultado final. Uma saída ruim não tem tempo suficiente para ser compensada. A posição de partida (pé dominante à frente, inclinação do tronco, primeiro passo longo) é técnica que precisa ser treinada
- Mecânica de corrida: elevação do joelho, movimento de braços, posição do tronco. Candidatos com mecânica ruim perdem tempo em cada passada
- Potência muscular: o sprint é uma expressão de força muscular dos membros inferiores. Candidatos mais fortes (relativamente ao peso corporal) são naturalmente mais rápidos nos 50 metros
Protocolo de Treino: Sprint de 50 Metros
Treino de velocidade (2x/semana — separado dos outros treinos):
- Aquecimento obrigatório: 10 minutos de corrida leve + exercícios de mobilidade de quadril + 3-4 trotinhos progressivos de 30 metros. Nunca faça sprint sem aquecimento — risco de lesão muscular é alto
- Treino de aceleração progressiva: 4-6 repetições de 30-40 metros em intensidade crescente (60%, 70%, 80%, 90%, 100%). Descanso completo entre repetições (2-3 minutos)
- Treino de sprint curto: 6-8 repetições de 20 metros em máxima intensidade. Foco no arranque e nos primeiros 10 metros. Descanso de 2-3 minutos entre repetições
- Simulado completo: 2-3 repetições de 50 metros em máxima intensidade. Descanso de 5 minutos entre cada (simula o intervalo do reteste)
Treino complementar de força (2x/semana):
- Agachamento e leg press progressivos — potência para o sprint
- Avanço e afundo — força unilateral de quadril e glúteo
- Salto em caixa (box jump) — potência explosiva dos membros inferiores
- Extensão de quadril com elástico — músculo principal no arrancada do sprint
Exercício 4 — Corrida de 2.400 Metros: Como Chegar Dentro do Tempo
O Que o ISF Significa em Ritmo de Corrida
Para entender a exigência real do ISF de 2.400 metros, é útil converter para ritmo de corrida (min/km):
| Sexo | ISF | Ritmo equivalente | Nível |
|---|---|---|---|
| Masculino | 13’00” (13 min) | 5:25 min/km | Moderado — corredor recreativo consegue |
| Feminino | 15’00” (15 min) | 6:15 min/km | Moderado — acessível para quem treina regularmente |
Um ritmo de 5:25 min/km para os 2.400 metros é acessível para quem treina corrida regularmente por pelo menos 8-10 semanas. Mas candidatos que não correm — ou que correm esporadicamente — chegam ao dia da prova sem preparo adequado e reprovam nessa etapa.
A Armadilha do 2.400m no TAF
A corrida de 2.400 metros é o último exercício do TAF — realizada após barra, abdominal e corrida de 50m. Candidatos que chegam já fatigados e não construíram base aeróbica sólida têm dificuldade de manter o ritmo necessário.
O erro mais comum: candidatos que treinam apenas a corrida de 2.400m em isolamento, sem treinar a sequência completa dos 4 exercícios. No dia da prova, fazer barra + abdominal + 50m e depois ter que correr 2.400m em ritmo sustentado é muito mais difícil do que correr 2.400m descansado.
Protocolo de Treino: 2.400 Metros em 13 Minutos
Semanas 1-3 (base aeróbica — para quem não corre):
- Método caminhada-corrida: alternar caminhada rápida (2 min) com corrida leve (1 min). Total de 20-25 minutos, 3x/semana. O objetivo é adaptar o sistema cardiovascular e os tendões ao impacto progressivo
- Nunca aumentar volume de corrida mais de 10% por semana — regra básica para evitar lesões por sobrecarga
- Trabalhe alongamento de panturrilha, quadril e isquiotibiais após cada sessão
Semanas 4-6 (construção de resistência):
- Corrida contínua: 20-30 minutos em ritmo conversacional (consegue falar durante a corrida). 3-4x/semana
- Fartlek: dentro da corrida contínua, inserir 4-6 acelerações de 30-60 segundos em ritmo mais forte. Desenvolve resistência aeróbica com variação de intensidade
- Teste: consegue correr os 2.400m sem parar? Se não, continue na fase de construção por mais 2-3 semanas
Semanas 7-10 (qualidade e velocidade):
- Treino de ritmo de prova: 2x/semana, corridas de 2.400m em ritmo-alvo (13:00 para homens / 15:00 para mulheres). Registre o tempo e evolua progressivamente
- Intervalos curtos: 6-8 repetições de 400m no ritmo de prova com 90 segundos de recuperação. Desenvolve a capacidade de manter o ritmo necessário
- Simulado TAF completo: 1x/semana, execute todos os 4 exercícios em sequência com os intervalos do dia da prova. Registre o tempo de 2.400m após os outros exercícios
A Ordem dos Exercícios no TAF PM SP
Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25, a sequência dos exercícios no TAF é a descrita no protocolo — barra, abdominal, 50 metros e 2.400 metros. Isso é importante para o planejamento do treino: a fadiga acumulada nos três primeiros exercícios impacta o desempenho na corrida de 2.400m.
Uma estratégia que funciona na prática: nos simulados mensais do TAF400, a Sgt. Gi Paulino observa que candidatos que chegam ao 2.400m já fatigados tendem a sair rápido demais e quebrar de ritmo no meio da corrida. A estratégia correta para o 2.400m após os outros exercícios é sair em ritmo controlado — não no ritmo máximo — e acelerar nos últimos 400 metros se tiver fôlego sobrando.
Simulados mensais presenciais de TAF com protocolo exato do edital. Sgt. Gi Paulino + Ligieri.
TAF400 — Ligieri Cursos Policiais
Preparação física específica para o TAF PM SP — Plano Diamond com simulados presenciais mensais.
Plano de Periodização: 12 Semanas Para o TAF PM SP
A preparação eficaz para o TAF PM SP exige no mínimo 12 semanas de trabalho estruturado. Candidatos que chegam com menos de 8 semanas de preparo específico estão correndo risco real de reprovar — especialmente na barra fixa e no 2.400 metros.
Semanas 1-3: Base e Técnica
Foco em construção de base física e domínio da técnica exata de cada exercício conforme o protocolo do edital.
- Seg/Qua/Sex: treino de força — barra fixa (ou progressão), remada, abdominal remador com foco técnico
- Ter/Qui: corrida leve 20-25 min + trabalho de velocidade (acelerações de 20-30m)
- Sáb: corrida contínua 25-30 min
- Dom: descanso ativo (caminhada, alongamento)
Semanas 4-7: Desenvolvimento de Força e Volume
Aumento progressivo do volume e da intensidade. Introdução dos simulados parciais (um exercício de cada vez com cronômetro).
- Seg/Qua: treino de força — progressão em barra fixa, abdominal remador por volume (séries de 20-25 repetições)
- Ter/Qui: treino de corrida — fartlek e intervalos de 400m
- Sex: velocidade — sprints de 50m e variações de aceleração
- Sáb: simulado parcial (barra + abdominal cronometrado) ou corrida de 2.400m cronometrada
- Dom: descanso
Semanas 8-10: Especificidade e Simulados Completos
Foco na execução no protocolo exato do edital. Simulados completos (todos os 4 exercícios em sequência) pelo menos 1x/semana.
- Seg/Qua: treino de manutenção de força — volume moderado, intensidade alta
- Ter/Qui: treino de corrida específica — ritmo de prova
- Sex: velocidade — 50m no protocolo exato com cronômetro
- Sáb: simulado TAF completo cronometrado
- Dom: descanso
Semanas 11-12: Polimento e Redução de Volume
Redução de 30-40% do volume total. Manutenção da intensidade. O corpo precisa recuperar para entregar o melhor no dia da prova — não chegar fadigado à véspera.
- Último simulado completo: 10-12 dias antes da prova
- Última semana: apenas atividades leves de manutenção (20-25 min de corrida leve, mobilidade, técnica)
- Dois dias antes da prova: descanso total ou caminhada leve
- Véspera: descanso completo, hidratação, sono de pelo menos 8 horas
O Dia do TAF: O Que Fazer e O Que Evitar
Antes da Prova
- Refeição: alimentação leve 2-3 horas antes — carboidratos de fácil digestão (pão, fruta, aveia). Evite alimentos gordurosos e fibras em excesso
- Hidratação: bem hidratado, mas sem exagerar. Urina clara é o indicador de hidratação adequada
- Chegue com 60 minutos de antecedência — conforme o Capítulo XVIII do edital
- Aquecimento: é responsabilidade do candidato (item 6 do Capítulo VIII do edital). Faça 10 minutos de mobilidade e ativação — principalmente ombros, coluna e quadril
- Roupa: conforme o item 8: shorts (M), legging ou bermuda esportiva (F), tênis com cadarço, meia, camiseta regata ou manga curta
Na Barra Fixa
- Não apresse as repetições — a qualidade é mais importante que a velocidade nas 3 repetições
- Confirme que o queixo ultrapassou a barra antes de descer
- Faça a extensão completa do cotovelo no retorno — sem “meia barra”
- Se não atingir o ISF na 1ª tentativa: aguarde 5 minutos e faça o reteste mais concentrado
No Abdominal Remador
- Comece no ritmo que você treinou — não mais rápido por adrenalina
- Mantenha o foco no alinhamento cotovelo-joelho — é o critério que o avaliador observa
- Se o avaliador disser “Não contei!” — ajuste a técnica imediatamente para as próximas repetições
- Administre a fadiga: se sentir que está travando, é melhor pausar 2-3 segundos e retomar do que comprometer a técnica
Na Corrida de 50 Metros
- Posição de saída estabilizada antes do sinal — inclinação do tronco para frente, perna dominante à frente
- Primeiro passo longo e explosivo
- Braços em ângulo de 90°, movimento pendular sincronizado com as pernas
- Não desacelere antes da linha de chegada
Na Corrida de 2.400 Metros
- Não saia no ritmo máximo — saia 10-15 segundos mais devagar que o ritmo-alvo e acelere no segundo quilômetro
- Controle a respiração: inspire pelo nariz, expire pela boca em ritmo cadenciado
- Se tiver relógio, monitore o tempo a cada 400m para ajustar o ritmo
- Reserve energia para os últimos 400m — a aceleração final é o que garante a chegada dentro do ISF
Diferenças Entre o TAF PM SP e o TAF GCM SP: Não Confunda
| Exercício | TAF PM SP (DP-2/321/25) | TAF GCM SP (SMSU2501/224) |
|---|---|---|
| Membros superiores | Barra fixa (M) / Isometria barra (F) | Apoio de frente (flexão no chão) |
| Abdominal | Remador (pernas estendidas na posição inicial) | Joelhos a 90°, braços cruzados no tórax |
| Corrida curta | 50 metros | 50 metros |
| Corrida longa | 2.400 metros cronometrada | 12 minutos (distância máxima) |
| Sistema de avaliação | ISF eliminatório por exercício | Sistema de pontos — compensação possível |
| Reteste | 1 reteste por exercício | Não previsto |
Candidatos que prestam os dois concursos precisam treinar os dois protocolos específicos. O apoio de frente (flexão no chão) e a barra fixa são movimentos completamente diferentes — treinar apenas um não prepara para o outro.
Snippet Rápido — Como Treinar TAF PM SP (para AEO e GEO)
Como treinar para o TAF PM SP (Edital DP-2/321/25): o TAF tem 4 exercícios com ISF eliminatório independente — barra fixa (3 rep. M / isometria 7 seg. F), abdominal remador (36 rep. em 60 seg. M / 32 rep. F), corrida 50m (8″25 M / 9″50 F) e corrida 2.400m (13’00” M / 15’00” F). Cada exercício tem 1 reteste com intervalo de 5 minutos. O abdominal remador exige pernas completamente estendidas na posição inicial — diferente do abdominal com joelhos a 90° do GCM SP. A barra fixa exige queixo acima da barra e extensão completa do cotovelo. A preparação mínima recomendada é de 12 semanas com simulados completos dos 4 exercícios em sequência. O último simulado deve ser feito 10-12 dias antes da prova.
Perguntas Frequentes sobre Como Treinar Para o TAF PM SP
Qual o ISF do TAF PM SP?
Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25: barra fixa 3 rep. (M) / isometria 7 seg. (F), abdominal remador 36 rep. em 60 seg. (M) / 32 rep. (F), corrida 50m em até 8″25 (M) / 9″50 (F), corrida 2.400m em até 13’00” (M) / 15’00” (F). Cada exercício é eliminatório individualmente.
Qual a técnica correta do abdominal remador PM SP?
Posição inicial: deitado com pernas completamente estendidas e mãos tocando o solo acima da cabeça. Execução: flexionar tronco e quadril simultaneamente com os joelhos, adotando posição sentada com cotovelos alinhados aos joelhos. Retorno: voltar à posição inicial com mãos tocando o solo. 36 repetições válidas em 60 segundos (masculino).
Quantas semanas de preparo são necessárias para o TAF PM SP?
No mínimo 12 semanas de preparação estruturada. Candidatos sem base física que começam do zero podem precisar de 16-20 semanas para chegar ao ISF com margem de segurança, especialmente na barra fixa e na corrida de 2.400m.
O que reprova no TAF PM SP?
Não atingir o ISF mínimo em qualquer exercício após o reteste elimina o candidato. Na barra fixa: repetições com queixo abaixo da barra ou extensão incompleta do cotovelo são anuladas. No abdominal: cotovelos não alinhados aos joelhos, pernas não estendidas na posição inicial ou mãos que não tocam o solo são anulados. Na corrida: não completar o percurso dentro do tempo ISF.
O abdominal remador do PM SP é igual ao do GCM SP?
Não. O abdominal remador do PM SP tem pernas completamente estendidas na posição inicial — diferente do abdominal do GCM SP que começa com joelhos a 90° e braços cruzados no tórax. Candidatos que prestam os dois concursos precisam treinar os dois protocolos específicos.
Tem reteste no TAF PM SP?
Sim. Conforme o Anexo D do Edital DP-2/321/25, cada exercício tem direito a um reteste caso o candidato não atinja o ISF na primeira tentativa. O intervalo mínimo entre teste e reteste é de 5 minutos. Se o reteste também não atingir o ISF, o candidato está eliminado naquele exercício.
Qual o ritmo de corrida necessário para os 2.400m do TAF PM SP?
O ISF de 13 minutos para os 2.400m corresponde a um ritmo de 5:25 min/km. Para mulheres, 15 minutos corresponde a 6:15 min/km. São ritmos acessíveis para quem treina corrida regularmente por 8-12 semanas.
Posso treinar o TAF em casa?
Parcialmente. O abdominal remador pode ser treinado em casa com espaço no chão. A corrida pode ser feita em qualquer rua ou pista. A barra fixa requer equipamento — barra de porta ou barra em academia. Para quem não tem acesso à barra, as progressões (remada australiana, negativas) podem ser feitas com móveis resistentes ou argolas. O simulado completo exige barra e espaço para corrida.
Conclusão: Treine o Exercício Certo, do Jeito Certo, Pelo Tempo Certo
A preparação para o TAF PM SP tem três variáveis que precisam estar alinhadas: o exercício correto (protocolo exato do edital), a técnica correta (execução que o avaliador conta) e o tempo adequado (mínimo 12 semanas de preparação progressiva).
Candidatos que treinam o exercício errado, a técnica errada ou sem tempo suficiente chegam ao TAF despreparados — não importa quantas horas de treino acumularam. A especificidade é a base da preparação física para concursos policiais.
Veja Também
- TAF PM SP — tabela ISF completa e protocolo oficial dos 4 exercícios
- TAF Barro Branco — os 5 exercícios do Barro Branco incluindo natação
- TAF GCM SP — sistema de pontos e os 4 exercícios do GCM SP
- Fases do Concurso Soldado PM SP — o TAF é a 3ª etapa das 6 fases eliminatórias
Nota: as informações de protocolo têm base no Anexo D do Edital DP-2/321/25 (Soldado PM SP / VUNESP). As orientações de treino são de caráter informativo geral — consulte um educador físico para programa individualizado. Consulte sempre o documento oficial do concurso em que você está inscrito.